Livros e Dicas

Nesta seção estão expostos os livros publicados pelo Instituto Humanitas e seus colaboradores.

Eles podem ser adquiridos através do telefone (71) 99105-0606 ou pelo e-mail institutohumanitas@hotmail.com

Valor: R$60,00

A escolha temática deste livro se deu naturalmente, pois o tema da parentalidade vem surgindo sempre mais em nossas práticas clínicas, exigindo-nos reflexões e mergulhos em conhecimentos que nos deem aporte mais sólido e consistente para nossas intervenções.

Para abarcar esse acervo temático, percorremos a Teoria do Apego, de John Bowlby, contextualizamos a Contemporaneidade Líquida, de Bauman, apresentamos o conceito de Diferenciação de Self, de Murray Bowen, e a importância do Estudo da Família de Origem; perpassamos fases do ciclo vital, importantes na constituição do sujeito, principalmente a infância e a adolescência, dando o salto para incorporar temas como estresse infantil, adolescência, autoridade, autonomia e marginalidade.

Precedendo a abordagem da parentalidade, mostramos o dilema contemporâneo feminino envolvido em realizações múltiplas e questionando o lugar da maternidade, apresentamos um referencial de Paternidade Sólida, a escolha de um parceiro e as singularidades da conjugalidade. Consideramos importante adentrar os efeitos do divórcio e do recasamento e os novos arranjos familiares, incluindo o desafio de abordar o tema da homoafetividade e o da adoção, convidando-os a sair da clandestinidade e da invisibilidade.

Por fim, convidamos o leitor a se questionar sobre o futuro da Prática Clínica Sistêmica, refletindo sobre os desafios da psicoterapia nestes tempos líquidos em que os valores individuais são mais importantes do que os valores coletivos, tornando a tarefa do psicoterapeuta ainda mais desafiadora: transformar a conversação terapêutica em um espaço reflexivo, artesanal e único, no qual o profissional e o cliente se corresponsabilizam por seus atos e respectivas consequências e não perpetuam práticas excludentes de poder, mas de empoderamento, fortalecendo a autonomia do indivíduo. Através de uma postura reflexiva, comprometida e atenta compreendemos que somos co-autores e co-criadores do futuro dessas práticas.

Nina Vasconcelos Guimarães

Percorremos três temas impactantes neste Livro, a Morte, o Renascimento e a Honra. A velocidade que nos atropela nos tempos modernos obstrui qualquer possibilidade de darmos uma pausa para reflexão e sustentá-la quando nos deparamos com a realidade da morte. Sem disponibilidade para fecharmos os ciclos de nossas vidas, os renascimentos ficam comprometidos, pois a carência de reflexividade pode desencadear em uma frivolidade e superficialidade que nos abstenha de compromissos dignos de honra. Estamos tão alienados dos princípios que nos regem, que nem sequer sabemos o que verdadeiramente faz sentido em nossa existência. Este Livro é uma promessa de acolhimento a esta angústia.

O tema da Morte sai dos bastidores que a congela como um tabu e ganha visibilidade traduzida em capítulos que exploram o adoecimento grave, o estado de terminalidade, os impactos no morto, em sua família e demais pessoas que façam parte do contexto onde ela acontece. Somos convidados a refletir sobre a nossa existência e a resignificar os contextos pelos quais passamos, carregando esta experiência como um valioso legado encarnado.​

Quatro renascimentos são apresentados após processos de perdas: um feminino renascido após a vivência de um câncer de mama, uma nova identidade consagrada, emergente de uma cirurgia bariátrica, um indivíduo renascido de uma relação marcada por uma separação e uma maternidade resplandescente e consciente, fruto de uma revisão acurada de nossa transgeracionalidade, que nos permite a reprodução de um legado valioso e o descarte de heranças desnecessárias.

 Cada um desses renascimentos perpassa pelo conceito de dignificação do humano. Neste Livro, empregamos o conceito de dignidade como o direito do ser humano de ser respeitado em sua própria existência e ter a liberdade de agir, respeitando os limites do próximo. Desta forma, a dignidade não se constitui em uma busca por um ideal, mas em uma conduta moral e cotidiana do indivíduo.

 Ao percorrermos trajetórias de dignificação do humano nos aproximamos da condição de honrarmos o que nos faz sentido na vida. Quando a própria morte é encarada como uma oportunidade de renascimento estamos em presença da honra - a morte renascida é consagrada pela Honra. Honramos nossos ancestrais e a sabedoria de um idoso, que conserva em si a riqueza das experiências e histórias de uma cultura, honramos os vínculos conjugais mantendo um "Nós" até quando ele se prove digno deste merecimento, honramos a parentalidade e os filhos que dela emanam, as nossa crianças inseridas no compromisso de nossa ética relacional, honramos os discursos libertadores que, na postura de ativistas políticos, nos permite romper com a supremacia da classe dominante que obstrui grupos minoritários e, por fim, honramos as nossa práticas terapêuticas revestidas de princípios sistêmicos que nos permite contribuir com uma sociedade mais justa que exala humanidade em qualquer contexto que traz as marcas da Psicologia Sistêmica.

Nina Vasconcelos Guimarães

O Instituto Humanitas traz também algumas indicações de leitura.

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